

A partir de práticas de pesquisa, educação, textos críticos e curadoria, o projeto desenvolve ações que aproximam artistas, curadoras, pesquisadoras, escritoras, críticas, galeristas, colecionadoras e outros agentes do circuito. Seu trabalho parte da investigação sobre as trajetórias das mulheres na arte para criar novas possibilidades de encontro, visibilidade, formação e inserção.
Ao longo de sua trajetória, Mulheres Arquivadas já realizou mais de 70 ações e alcança milhões de pessoas mensalmente por meio de suas redes. Entre suas iniciativas estão grupos de estudo, mediações de leitura, pesquisas temáticas, entrevistas, visitas a ateliês, conversas abertas, oficinas, aulas, seminários e curadorias de exposições, além da 'Ocupação Mulheres Arquivadas', realizada em parceria com instituições e espaços privados.
A comunicação é um dos eixos centrais do projeto. Entendemos a circulação de conhecimento e de imagens como uma ferramenta de transformação do campo da arte. Por meio de conversas, textos críticos, conteúdos editoriais e ações online, buscamos criar pontes entre artistas, público, crítica, instituições e mercado, ampliando as possibilidades de circulação e construção de trajetória para artistas mulheres e LGBTQIANP+
Mais do que registrar e recuperar histórias, Mulheres Arquivadas vem buscando produzir um contraarquivo: criar redes, compartilhar ferramentas, fomentar formação e abrir caminhos para que artistas possam ocupar novos espaços no circuito da arte contemporânea, acessar oportunidades profissionais e construir relações mais autônomas. O projeto também se constitui como um território de pesquisa e interlocução entre feminismos, pensamento queer e estudos afro-indígenas, compreendendo os estudos de gênero como uma encruzilhada de saberes e perspectivas.
Quem faz?
Gui Zrenner, nascida em Foz do Iguaçu, Paraná, criou o Mulheres Arquivadas, em 2022, após experiências de violência acadêmica. O projeto começa como um movimento de criação de uma rede que não existia no circuito universitário em que era inserida. Cursou Letras - Português na Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde fez as primeiras ativações públicas como a exposição historiográfica: “Mulheres na poesia brasileira: Trajetórias e desarquivamentos”, em 2023. Desde então, venho atuando em parceria com coletivos feministas e movimentos de mulheres e LGBTQIAN+, elaborando práticas de mediação de leitura. Nos últimos anos promoveu mais de 70 ações públicas e gratuitas por meio do M.A. Atualmente vive e trabalha entre São Paulo, SP e Rio de Janeiro, RJ.
Do arquivo à rede, da pesquisa à circulação.
Para ter acesso ao currículo completo do projeto e formas de trabalhar com ele, envie email: mulheresarquivadas@gmail.com